Uso do 4G faz crescer receita por dados em mercados desenvolvidos

Por Bruno do Amaral

Nos mercados onde o 4G já está em estágio avançado de implantação, como Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos, o crescimento no uso de dados tem levado a um aumento na receita média por usuário (ARPU), de acordo com pesquisa da GSMA Intelligence divulgada nesta segunda, 20. Por outro lado, em mercados onde o LTE ainda engatinha, como a Europa, esse efeito ainda não pôde ser sentido pelas operadoras.

No levantamento da GSMA fica claro que, sim, há um aumento no consumo de dados na Europa com o 4G. Na britânica Vodafone, os usuários de smartphone LTE consumiram em média 640 MB por mês, aproximadamente duas vezes o que um smartphone 3G consome no mesmo período na operadora. Na Alemanha, a O2 afirmou que o consumo de dados com serviços 4G foi três vezes maior do que os de outras tecnologias.

Mas isso não tem significado aumento na ARPU. Na operadora EE, no Reino Unido, houve apenas um acréscimo de 0,5% na receita média em 4G, que fechou o terceiro trimestre de 2013 em US$ 29,45.

Onde dá certo

Para efeito comparativo, a SK Telecom, da Coreia do Sul, teve um aumento de 32% na ARPU do 4G fechando o terceiro trimestre a US$ 43. A operadora afirma que mais de 70% de novos usuários e dos que atualizaram seus planos para o LTE optaram pelas tarifas mais altas. Isso se traduz no uso: do último trimestre de 2011 ao primeiro trimestre de 2013, a média de dados consumidos por usuários 4G saltou de 1,1 GB para 2,1 GB. Apesar disso, o total da base cresceu 2%, mostrando que houve uma grande taxa de migração de tecnologias.

Nos Estados Unidos, a Verizon anunciou que no terceiro trimestre do ano passado, 38% de sua base eram de usuários 4G, e que esses foram responsáveis por 64% do total de tráfego de dados. Na média de receita por assinatura (ARPA), houve aumento de 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, e um crescimento de 21% desde o lançamento da rede 4G, no final de 2010.

Brasil

O desempenho europeu leva a crer que o mesmo tipo de comportamento seria notado na América Latina e no Brasil, onde o 4G tem menos de um ano de implantação. O mercado brasileiro, aliás, teve adoção aquém da esperada pelo próprio governo: em abril de 2013, à ocasião do lançamento comercial das redes de quarta geração, tanto a Anatel quanto o Ministério das Comunicações previam quatro milhões de acessos em dezembro. Segundo os últimos dados da agência, em novembro do ano passado, o País beirava a marca de um milhão de aparelhos LTE ativados (ou seja, não necessariamente operando numa rede 4G).

Mas a realidade é que existe crescimento no consumo de dados no mercado brasileiro. Ele só não é necessariamente conduzido pelo 4G. É mais sensato atribuir isso à própria expansão do 3G, que vem canibalizando o 2G no País. De dezembro de 2012 a novembro de 2013, a tecnologia 2G perdeu 29,9 milhões de acessos. No mesmo período, o 3G ganhou 35,9 milhões de linhas. Ainda assim, a base de assinantes de 2G (165,9 milhões) ainda é quase o dobro do total dos acessos 3G (88,4 milhões).

As operadoras não costumam liberar o consumo médio de dados por usuário, mas o retorno financeiro é um dado divulgado. No terceiro trimestre do ano passado, na Telefônica/Vivo, a ARPU móvel de dados teve aumento anual de 24% e fechou o período a R$ 7,7 por mês. A ARPU móvel total é de R$ 23,6. Na Claro, a ARPU ficou estável em R$ 15 no comparativo com o terceiro trimestre de 2012, mas a controladora América Móvel afirmou ter observado crescimento de 25,1% nas receitas de dados móveis.

Por outro lado, Oi e TIM observaram resultados menos favoráveis. Na Oi, a ARPU móvel fechou o mesmo período em R$ 20,5, queda de 7,7% atribuída ao corte da VU-M e “parcialmente compensada pela maior receita de dados e pelo aumento do nível de recarga do pré-pago”. Na TIM, a ARPU demonstrou queda de 1,6% no terceiro trimestre, fechando setembro com R$ 18,6.

Fonte: Mobile Time

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