Teles anunciam cobertura dos estádios da Copa, e destacam importância do Wi-Fi

Samuel Possebon

As operadoras de telecomunicações concluíram na semana passada a implantação das redes de acesso que serão usadas nos estádios da Copa do Mundo. Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, dia 3, o Sinditelebrasil (entidade que representa as operadoras) deu detalhes de como será a cobertura nas arenas. E o que ficou claro é que haverá uma grande diferença entre aqueles estádios em que haverá cobertura de redes Wi-Fi e aqueles em que a cobertura estará restrita às redes 3G e 4G. Segundo Eduardo Levy, presidente executivo da associação, as redes Wi-Fi devem absorver mais de 50% do tráfego onde estiverem disponíveis.

Segundo dados apresentados pelo Sinditelebrasil, onde há Wi-Fi, a relação entre o público estimado e a quantidade de conexões simultâneas de dados comportadas é de, em média, 1,42. Ou seja, a cada 1,42 espectador haverá uma conexão disponível. No caso dos estádios sem Wi-Fi, essa relação é de 4,56, ou seja, cada 4,56 espectadores precisariam disputar uma conexão, se todas fossem usar a Internet ao mesmo tempo por seus tablets ou smartphones. Na prática, onde não tem Wi-Fi a rede será 3 vezes mais congestionada do que onde há Wi-Fi.

O problema das operadoras é que metade dos estádios não terão cobertura Wi-Fi. São eles: Mineirão (Belo Horizonte), Castelão (Fortaleza), Arena Pernambuco (Recife), Arena da Baixada (Curitiba) Arena das Dunas (Natal) e Itaquerão (São Paulo). Nos demais estádios há a cobertura Wi-Fi oferecida pelas próprias operadoras. O Sinditelebrasil não quis comentar sobre serviços prestados por outras empresas que não as operadoras de telecomunicações, nem tratar de disputas comerciais que tenham levado à deficiência de cobertura Wi-Fi. “Os administradores dos estádios, em alguns casos, julgaram que seria mais oportuno prestar esse serviço de outra maneira. Mas isso não impede que, no futuro, após a Copa, esses estádios possam ser cobertos pelo Wi-Fi das teles. Estamos abertos a isso”.

As operadoras seguirão, dentro dos estádios, a mesma política para acesso a dados que seguem fora dos estádios. Ou seja, cada operadora terá a sua rede Wi-Fi e a sua política de autenticação, e a cobrança por esse tráfego será conforme o plano do assinante. Os serviços não serão oferecidos como cortesia.

A cobertura dos estádios envolveu a instalação de 164 quilômetros de fibra nas arenas, a colocação de 3,7 mil antenas de acesso às redes 2G, 3G e 4G (voz e dados) e 1,014 mil antenas Wi-Fi, em um investimento total de R$ 226 milhões. Também focam instaladas 144 antenas nas áreas externas aos estádios.

Segundo Levy, todos os estádios terão um serviço de dados satisfatório, ainda que o Wi-Fi fosse importante para aliviar o tráfego da rede. “O que pode acontecer é que o usuário pode ter que esperar um pouco mais para compartilhar uma foto”.

O ranking dos estádios que devem ter, em teoria, a melhor relação entre público total e conexões de dados simultâneas é a seguinte:

Ranking dos estádios com melhor relação entre público total e conexões simultâneas:

1) Estádio Beira-Rio (Porto Alegre)
2) Arena Amazônia (Manaus)
3) Arena Pantanal (Cuiabá)
4) Maracanã (Rio de Janeiro)
5) Mané Garrincha (Brasília)
6) Fonte Nova (Salvador)
7) Arena das Dunas (Natal)
8 ) Arena Pernambuco (Recife)
9) Arena da Baixada (Curitiba)
10) Mineirão (Belo Horizonte)
11) Itaquerão (São Paulo)
12) Castelão (Fortaleza)

Fonte: Mobile Time



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