Telefônica quer mostrar viabilidade de novos modelos regulatórios com cidade digital

Bruno do Amaral

A Telefônica/Vivo promoveu nesta sexta-feira, 11, a inauguração do projeto de Cidade Digital no município paulista de Águas de São Pedro, a 187 km da capital, que funcionará de modelo para projetos semelhantes em São Paulo e outras regiões. Mas, além de servir como piloto de uma cidade conectada e com recursos eletrônicos, a iniciativa da operadora tem outro objetivo claro: mostrar como a modernização da infraestrutura de redes pode trazer benefícios ao município, e isso inclui mostrar para a Anatel e para o Ministério das Comunicações a necessidade de revisão nas regras de instalação de antenas e de bens reversíveis.

“Tivemos a preocupação de registrar tudo, se aconteceu como era esperado, e isso criou um conjunto grande de informações para melhorar internamente e para demonstrar para o regulador um caminho, passando por questões sensíveis como a modernização de redes, bens reversíveis e de uma regulamentação mais moderna, na qual tenhamos o cidadão como centro, a possibilidade da geração de aplicativos como centro, e não mais uma regulação que se fixe em serviços, que se fixe em tecnologia”, destacou o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente.

Ele exemplificou a reversibilidade de bens citando a antiga central telefônica, desativada com a troca da rede de cobre pela malha “de 5 km a 10 km de fibra” no município do interior paulista. A operadora passou a utilizar apenas pequenos armários – oito no total, contando com cidades próximas – distribuídos pela região. “A central era muito pequena, então a utilização dos recursos gerados pela comercialização desse bem certamente não seriam na dimensão suficiente para um projeto desses. Mas é importante para ter uma fonte de recursos para contribuir para acelerar todos esses processos”, argumenta.

Além do prédio desativado, Valente explica que houve necessidade de adequar a engenharia, o backoffice, propostas comerciais, questões operacionais com as novas redes óticas e questões de caráter institucional e regulatório. A ideia é utilizar o ambiente controlado de Águas de São Pedro como um laboratório para proporcionar o mesmo tipo de modernização da conectividade em outras cidades. “Todas essas coisas precisam trabalhar harmonicamente, mas certamente precisaremos fazer aprimoramento ao longo do tempo”.

A principal dificuldade de implantar um projeto dessa magnitude em grandes centros, para Valente, é a de locação de sites para a infraestrutura móvel, especialmente para a rede 4G. Segundo o executivo, pelo menos na capital paulista há um progresso para modificar essa inviabilidade. “A Câmara de Vereadores de São Paulo, com comando do vereador Jose Américo (PT-SP), tem avançado com novo projeto de Lei (de Antenas)”, afirmou. Na rede fixa, ele afirma que há problema de viabilidade econômica, justificando que a instalação de acessos de fibra até a residência (FTTH) é muito onerosa. “Por isso que é importante que ativos que venham a ficar sem uso, como edifícios e instalações que fiquem disponíveis, venham também a ser utilizados como fontes de recurso. Aí é questão de modernização da regulação apara que seja usada para o bem das pessoas”, reforça.

Piloto

O projeto de Cidade Digital é uma parceria público-privada (PPP) com investimento de R$ 2 milhões por parte da Telefônica. Além de substituir a rede antiga por fibra, oferecendo conexões fixas de até 25 Mbps, a cidade de Águas de São Pedro passa a ter também cobertura 4G. Segundo a área técnica da Telefônica, o backhaul é alimentado por fibra com link de 10 Gbps, expansível com upgrades nas pontas. A Huawei forneceu os equipamentos e armários, enquanto a Ericsson foi a parceira escolhida para a solução de iluminação pública inteligente.

A iniciativa traz ainda soluções para educação como a entrega de tablets e de banda larga Wi-Fi nas instituições, que deverão ainda receber conteúdo da Vivo como os serviços over-the-top Nuvem de Livros e Nuvem de Jornaleiro. Haverá também recursos eletrônicos como o e-health com uso de dispositivos móveis entre médicos e enfermeiros; vigilância sanitária, com aplicações para mapear focos de dengue; e serviços de turismo, com totens digitais espalhados pela cidade.

Fonte: Mobile Time



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