"Somos a porta para a Internet", diz diretora mobile do Facebook

Fernando Paiva

Nos últimos anos, o Facebook fechou uma série de parcerias com operadoras móveis latino-americanas para viabilizar o acesso gratuito à rede social via celular para usuários pré-pagos. No Brasil, Claro, Oi e TIM já experimentaram acordos desse tipo com o Facebook. Os detalhes do modelo de negócios não são revelados, mas tudo indica que se trata de uma relação ganha-ganha: o Facebook aumenta a sua audiência, o que potencializa sua receita com publicidade, e as operadoras conquistam novos usuários de planos de dados, pois o Facebook gera links para sites externos. “Somos a porta para a Internet. Não pagamos pelos dados, isso eu posso garantir”, disse a diretora mobile do Facebook para América Latina, Laura Gonzalez. “Ajudamos as operadoras a crescerem no uso de dados. E ajudamos os usuários móveis a entenderem o que é a Internet. Ninguém desempenha melhor esse papel do que o Facebook”, complementou a executiva. “Precisamos que as pessoas fiquem online, que acessem a web”, disse.

Tais parcerias entre operadoras e Facebook fazem sentido especialmente em países emergentes, como aqueles da América Latina, onde está acontecendo neste momento a migração de feature phones para smartphones, embora os usuários pré-pagos ainda titubeiem em pagar por planos de dados. Na operadora paraguaia Tigo, três meses após a parceria para acesso gratuito ao Facebook o número de conexões diárias à Internet móvel aumentou 75%, por exemplo. Cabe destacar que a rede social fez um trabalho especial no Paraguai, tendo traduzido seu site todo para Guarani, língua indígena falada por boa parte da população local, destaca Laura. Aumentar a audiência em dispositivos móveis é crucial para o negócio do Facebook: segundo o último balanço da empresa, 53% da sua receita proveio de mobilidade. A empresa já oferece inclusive propaganda para a visualização em feature phones.

Sobre as análises de que o Facebook estaria perdendo usuários jovens para outros serviços de comunicação, especialmente alguns apps móveis, como Snapchat e o próprio WhatsApp, que acabou sendo comprado pela empresa por US$ 19 bilhões, Laura negou que isso esteja acontecendo. Ela acredita que, na verdade, os adolescentes estejam apenas testando outros serviços, mas sem abandonar o Facebook. “Os jovens gostam de experimentar. Vocês já foram adolescentes”, disse durante entrevista com jornalistas brasileiros na semana passada, durante o Mobile World Congress (MWC), em Barcelona.

Brasil

No Brasil, o Facebook fechou o ano de 2013 com 83 milhões de usuários ativos por mês, dos quais 58 milhões acessam também ou unicamente pelo celular. Um ano antes eram 63 milhões de usuários ativos por mês, dos quais 20 milhões no celular. A partir de 2013 a rede social começou também a contabilizar a quantidade de usuários ativos por dia: em dezembro eram 52 milhões no Brasil, sendo 30 milhões via celular.

Fonte: Mobile Time



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