Internet móvel patrocinada vai virar produto de prateleira na Vivo

Fernando Paiva

A Internet móvel patrocinada, inaugurada pelo Bradesco na semana passada com as quatro maiores operadoras brasileiras, vai se tornar um produto de prateleira na Vivo. “Acreditamos no potencial desse produto. Se as empresas passarem a bancar o acesso dos seus usuários em geral, todo mundo ganha. É uma porta que se abre (para as teles) e tenho a expectativa de que em breve muitas empresas terão essa visão”, diz Andreza Santana, head de advertising da Telefônica/Vivo, que comanda uma equipe de 24 pessoas dedicadas a atrair anunciantes e agências de publicidade para produtos como esse, que usam os canais da operadora para projetos de publicidade e marketing.

Pelo menos mais um banco que atua no Brasil já está com tudo acertado para oferecer o acesso gratuito a seu site e apps móveis a partir do mês que vem, informa a executiva, sem poder revelar o nome da instituição financeira por enquanto. Ela acredita que, além dos bancos, redes varejistas também poderiam se interessar em bancar o acesso móvel a seus clientes.

O produto é chamado internamente na Vivo de “URL patrocinada”. Na prática, consiste em configurar a rede da operadora para não cobrar pelos dados trafegados em determinados endereços na Internet, como os apps e o site do Bradesco. A implementação técnica da solução leva entre 12 e 15 dias apenas, garante Andreza. O acordo com o Bradesco prevê o pagamento de uma taxa fixa, em vez de uma conta variável. “Quem compra esse produto não é o cara de TI, mas o pessoal de marketing. Seria um desserviço comercializar na forma de Megabytes trafegados. Não seria prático. Optamos por um valor único. É um pacote bastante justo e que vale a pena para todo mundo”, explica. “A maior dificuldade é entender o volume a ser trafegado. É um risco que a operadora assume com os primeiros parceiros”, reconhece a executiva.

Andreza considera que a URL patrocinada faz sentido especialmente em países emergentes como o Brasil, onde a maioria da base é pré-paga. “Na Europa não veriam tanto relevância, porque os usuários têm outras necessidades. Lá não há tantos pré-pagos”, compara.

A executiva torce para que provedores de conteúdo over-the-top (OTT) também se interessem pela solução. Empresas como Netflix poderiam embutir o custo de dados dentro do valor da assinatura que cobram dos consumidores e assim conquistar clientes móveis que hoje não têm planos de dados com as operadoras. Mas ela reconhece que nesse segmento a adoção da Internet móvel patrocinada pode demorar mais. Não há nenhuma conversa em andamento por enquanto com players de conteúdo.

Tela Viva Móvel

Andreza vai participar de um painel de discussão do modelo de negócios de Internet móvel patrocinada no Brasil que acontecerá no dia 21 de maio, entre 16h e 17h30, no World Trade Center, em São Paulo, durante o 13º Tela Viva Móvel. O diretor de canais digitais do Bradesco, Luca Cavalcanti, participará do mesmo painel. Mais informações sobre a programação e inscrições no evento podem ser obtidas no site www.telavivamovel.com.br, no telefone 08007715028 ou no email inscricoes@convergecom.com.br.

Fonte: Mobile Time



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