Confira as melhores cidades do país para empreender

Sabemos que o ambiente de negócios brasileiro é um dos mais desafiadores do mundo. Mas algumas empresas do país conseguem vencer esse desafio e crescer: as scale-ups. Elas são menos de 1% do total de empresas brasileiras, mas cresceram mais de 20% ao ano por três anos consecutivos e são responsáveis por gerar mais de 40% dos novos empregos da economia, quase 100 vezes mais vagas do que a média das empresas no Brasil.

No cenário atual (no acumulado dos quatro primeiros meses de 2016, o país perdeu mais de 378 mil vagas empregos formais), é muito importante que as scale-ups recebam a atenção devida. Incentivar o crescimento das empresas é urgente e, para isso, é imprescindível que tenhamos cidades mais preparadas. O ponto de partida é identificar as principais forças e os desafios de cada localidade para que o gestor público possa agir de forma precisa.

É nesse contexto que nasce o Índice de Cidades Empreendedoras, estudo que tem como objetivo de ser a base para que as cidades entendam como oferecer melhores condições para que seus empreendedores possam crescer. São eles que transformarão mercados, cidades e o mundo.

A pesquisa analisou 32 cidades de 22 estados em 55 indicadores de sete grupos: ambiente regulatório, acesso a capital, mercado, inovação, infraestrutura, capital humano e cultura empreendedora. A mais nova edição do estudo conta com algumas melhorias, como a adição de casos de melhores práticas internacionais que mostram onde as cidades da pesquisa poderiam se inspirar para vencer desafios.

Ranking

Veja as cidades mais bem colocadas na pesquisa.

  1. São Paulo – A força da capital econômica do país

O maior mercado do país e a maior oferta de capital para empreendedores estão em São Paulo. A capital paulista concentra mais de 60% de todos os investimentos de capital de risco do país. A superpotência econômica também é a terceira melhor no pilar de inovação, com a terceira maior proporção de empresas de tecnologia.

Seu maior desafio está em capital humano, ocupando a 20ª posição entre 32 cidades, ficando logo atrás de João Pessoa. Apesar de concentrar boa parte das melhores universidades do país, proporcionalmente a outras cidades, São Paulo não tem tantos alunos em cursos de alta qualidade.

Como o número de empresas à procura de bons profissionais na cidade é grande, a mão de obra fica muito cara. O salário de um dirigente em São Paulo é de R$ 9.432, em média, cerca do dobro da média das 32 cidades pesquisadas.

  1. Florianópolis – A ilha empreendedora

A capital catarinense é a cidade com o melhor capital humano do país. Contratar profissionais com boa formação e com salários até um pouco abaixo da média nacional é algo mais simples na cidade – 60% dos alunos formandos da cidade estão matriculados em cursos de alta qualidade, a mais alta taxa do estudo. A cidade também é líder em inovação, com a maior proporção de mestres e doutores.

O desafio da ilha está justamente no fato de a cidade ser pequena. Mesmo crescendo, o mercado interno de Florianópolis é pequeno: a cidade tem o 27º maior PIB entre os 32 analisados. Principalmente na cidade, o recado que vale para todo o país é urgente: os empreendedores precisam buscar o mercado externo. Em Florianóplis, apenas 0,35% das empresas exporta.

  1. Vitória – Equilíbrio dá resultado

Vitória não é líder em nenhum dos pilares do estudo, mas tem resultados expressivos em todos eles. A cidade é vice-líder em capital humano graças, por exemplo, à larga oferta de ensino profissionalizante na cidade: 3,7% da população com mais de 15 anos está matriculada nesses cursos, mais que o dobro da média do estudo, de 1,8%.

Apesar disso, a cidade precisa incrementar seus investimentos em inovação, já que foram poucos os investimentos de organizações como o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e a cidade não tem, por exemplo, nenhum parque tecnológico.

  1. Recife – A melhor do Nordeste está avançando

A melhor representante do Nordeste apresentou grandes avanços em alguns de seus indicadores. A cidade, sexta colocada em capital humano, tem a maior proporção de inscritos no ensino técnico (5,5% da população acima de 15 anos). A cidade também tem impostos mais baixos e processos burocráticos menos complexos do que a média do estudo, dando à cidade a sétima posição em ambiente regulatório.

O Recife, no entanto, ainda precisa melhorar a imagem que sua população tem a respeito do empreendedorismo. Um em cada quatro recifenses acredita que empreendedores exploram seus funcionários, a terceira maior taxa do estudo.

  1. Campinas – Números de capital em pleno interior

Por estar localizada no interior do estado de São Paulo, Campinas consegue ter a quarta melhor infraestrutura pesquisada. Com o maior centro de carga aérea do país e o quinto maior em passageiros, Viracopos tem potencial para ser o maior aeroporto da América Latina em carga. A cidade também é quarta em inovação, com a segunda melhor média de investimentos da FINEP e do BNDES por empresa.

O principal desafio da cidade está no seu ambiente regulatório, já que a carga de ICMS estadual é das mais altas.

Fonte – Sebrae 

 

 



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