Base móvel aumenta, mas 3G desacelera em janeiro no Brasil

Bruno do Amaral

O mercado móvel brasileiro cresceu mais em janeiro de 2014, mas com menor crescimento da banda larga móvel e também menos desconexões 2G do que no período anterior. Dessa forma, segundo dados de operadoras que foram coletados e divulgados pela Anatel, o mercado registrou um total de 272,353 milhões de acessos no primeiro mês deste ano, crescimento líquido de 1,253 milhão de acessos, maior do que em dezembro, quando registrou 580,9 mil adições.

Foi uma desaquecimento natural, já que dezembro é período de grande agitação no comércio por causa do Natal, mas isso afetou principalmente a terceira geração. O País adicionou 3,076 milhões de handsets 3G para telefones celulares no primeiro mês de 2014, um crescimento de 3,14% em relação ao mês anterior, mas, ainda assim, menos da metade do crescimento visto no final de 2013, quando o mercado adicionou 6,311 milhões de acessos 3G.

A única empresa que manteve um crescimento líquido acima de um milhão de linhas 3G para handsets foi a Vivo, com 1,058 milhão (crescimento de 4,54%), o que a deixou responsável por pouco mais de um terço (34,43%) de todas as adições no período. A TIM adicionou 766,4 mil conexões (crescimento de 3,15%) e a Oi colocou 608,5 mil (crescimento de 5,01%) linhas no mercado. Quem mais sentiu a desaceleração em janeiro foi a Claro, adicionando 545,7 mil (aumento de 1,47%), apenas um quinto do que cresceu em dezembro, quando liderou o crescimento ao adicionar 2,546 milhões.

No pelotão de operadoras menores, destaca-se a Nextel, que cresceu 40,87% e obteve mais adições líquidas (69,3 mil) no período do que em dezembro (quando aumentou 59,1 mil). A CTBC (Algar Telecom) também registrou aumento líquido, ativando 26,6 mil conexões 3G em janeiro, alta de 3,79%.

O mercado total de handsets 3G somou 97,839 milhões de aparelhos. Ainda que tenha mantido um crescimento menor, se o País continuar nesse ritmo, chegará à marca dos 100 milhões de handsets 3G em fevereiro. Vale lembrar que poderá haver uma retomada no fôlego, já que o crescimento entre janeiro e fevereiro de 2013 foi ainda maior, de 12%.

Mesmo com a redução no crescimento, a Claro ainda lidera com folga o segmento de handsets 3G com 37,95% de market share. Em seguida vem a TIM, com 24,89%, mantendo a participação registrada em dezembro; Vivo, com 23,84% (0,35 ponto percentual de aumento em share); e Oi, com 12,41% (0,24 ponto percentual acima).

Queda histórica

Acentuando a tendência, o mercado de terminais de dados (modems e tablets com conexão à rede móvel 3G e 4G) voltou a apresentar retração, com 43,9 mil desconexões (0,63% menos do que em dezembro). É a maior queda nessa categoria já registrada na Anatel. Desse total, 70,66% (ou 31 mil acessos) das desconexões foram da Claro. O encolhimento desse mercado seria ainda maior, não fosse a Nextel ter crescido 23 mil acessos (alta de 9,58%), novamente superando dezembro.

O mercado de terminais totalizou 6,990 milhões de acessos em janeiro. Com mais da metade do share (50,95%), a Vivo ainda é líder nesse segmento.

4G ainda com fôlego

Em se tratando da tecnologia LTE, houve menor crescimento do que em dezembro. Entretanto, excetuando esse mês atípico, foi o maior aumento da base de 4G no País até então, com 256,6 mil novos acessos. Pelo quarto mês seguido, a Vivo foi a operadora que mais cresceu, com 118,2 mil adições (crescimento de 18,01%), seguida de TIM (com 67,1 mil linhas e aumento de 14,23%), Claro (46,9 mil; 17,44%) e Oi (24,3 mil; 14,39%).

O Brasil agora soma 1,566 milhão de conexões de quarta geração, com a Vivo mantendo a liderança com 41,9%, seguida de TIM (30,13%), Claro (17,18%) e Oi (10,78%). Mantendo o ritmo, o País deverá passar de 2 milhões de aparelhos LTE ativados antes de abril, quando o lançamento comercial da rede móvel 4G completará um ano.

Banda larga móvel

Considerando a soma de todos esses acessos 3G, 4G e de terminais, o Brasil cresceu 3,288 milhões (3,09%) em janeiro deste ano. A tendência de participação segue a do 3G, com a Vivo crescendo 4,24% (1,168 milhão), TIM com 3,24% (826,6 mil); Oi com 4,77% (616,2 mil); e Claro com 1,43% (561,5 mil). Entre todas, a empresa que mais cresceu em banda larga móvel foi a Nextel, com 22,51%, ainda que o crescimento líquido tenha sido de 69,3 mil. No total, o País tem 106,4 milhões de acessos com banda larga móvel, com a Claro como maior player, com 37% do mercado, seguida de Vivo (25,9%), TIM (24%) e Oi (12,2%).

Somando apenas as conexões por handsets, o aumento do mercado total brasileiro foi um pouco maior: 3,332 milhões, crescimento de 3,35%. No total, o País tem 99,406 milhões de linhas para telefones celulares 3G e 4G somados.

Queda menor no 2G

As operadoras reportaram uma menor quantidade de desligamentos de linhas 2G: foram 2,116 milhões de desconexões, queda de 1,34%. No total, o Brasil tem ainda 157,579 milhões de acessos de segunda geração, mercado dominado pela Vivo com 30,31%, mas com a TIM colada com 29,77%. Oi tem 23,21% de participação e a Claro tem 16,52%.

Mesmo com menos adições líquidas no 3G e menos desconexões líquidas no 2G, a proporção de acessos de segunda geração continuou a cair, sendo agora de 57,86% da base móvel total brasileira. Em dezembro, a tecnologia representava 58,91% do total.

M2M

As conexões máquina-a-máquina (M2M) seguiram a tendência do mercado móvel total e tiveram crescimento desacelerado em janeiro, com 81,8 mil adições líquidas (0,98%). A Vivo continua abocanhando, ainda pelas beiradas, mais participação de mercado (atualmente com 29,2%), com o maior crescimento (3,44%, ou 84,2 mil adições), mas a liderança ainda é da Claro, com 44,4%. O Brasil conta com 8,478 milhões de conexões M2M.

Fonte: Mobile Time



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