Análise: a força revolucionária do content marketing

Com cada vez mais opções de mídia, está ficando mais difícil e mais caro chegar aos consumidores só por meio da publicidade.

 

Análise: a força revolucionária do content marketing

 POR RENATO CAGNO

Gestor de projetos criativos de grande escala em múltiplas plataformas

O símbolo da mais importante transformação pela qual passa o mundo da comunicação atualmente aconteceu em 2012, e literalmente caiu do céu. Em 14 de outubro daquele ano, o pára-quedista Felix Baumgarten saltou de um balão na estratosfera e mudou a forma como vemos o Marketing. Com quase 34 milhões de visualizações no YouTube e a transmissão ao vivo mais assistida na história, o Red Bull Stratos Project foi visto e comentado em todo o mundo. Essa não foi apenas uma ação publicitária, mas o exemplo mais sofisticado já visto em content marketing.

Desde então, o assunto vem sendo levado mais a sério e vários novos cases surgiram, como Dove Real Beauty Sketches e Volvo Trucks/Jean-Claude Van Damme, e muitos agora esperam que esta nova disciplina de marketing cause uma revolução no relacionamento entre agências, profissionais de marketing e veículos. Mas eles estão um pouco enganados. Vai ser muito mais do que isso. A partir de agora, todo Marketing será content marketing.

O content marketing é a força mais revolucionária que atua no nosso mercado nos dias de hoje. Na medida em que as empresas percebem que, com cada vez mais opções de mídia, está ficando mais difícil e mais caro chegar aos consumidores, fica claro que publicidade não é mais suficiente. Mais do que nunca é necessário criar mensagens relevantes que as pessoas queiram consumir, ou seja, bom conteúdo. A estratégia de comunicação baseada em conteúdo surge, portanto, como uma alternativa poderosa. Não por acaso, em 2013, já consumiu 33% do orçamento de marketing no mercado americano (em 2012 havia sido responsável por 26% dessa verba).

Alguns impactos dessa tendência já podem ser previstos. O content marketing irá receber cada vez mais investimentos, ao mesmo tempo em que vai exigir uma mudança profunda no papel que as agências de publicidade e veículos de comunicação têm com os anunciantes. Estudos mostram que 54% dos profissionais de marketing planejam aumentar o investimento em conteúdo nos próximos 12 meses. E esta tendência só vai crescer. Hoje, 70% dos jovens estudantes de marketing e comunicação na Europa já acreditam que o cenário do marketing será dominado pelo content marketing em dez anos.

Mas isso é só o começo. Porque o content marketing não será apenas mais uma ferramenta de Comunicação; vai ser a mais importante. Estamos à beira de uma tremenda mudança épica. A era do broadcasting está rapidamente chegando ao fim. Ela está sendo substituída pela era do peer-to-peer, que em muitos aspectos é um intenso resgate da cultura que sempre dominou a experiência humana, com exceção dos últimos cem anos: a tradição oral. Isso é o que Jonah Sachs chama de “a era digitoral”.

Neste “velho” novo mundo, como foi durante séculos de tradição oral, as histórias que serão passadas de uma pessoa para outra serão as mais relevantes, significativas e confiáveis, em suma, o melhor conteúdo. Portanto, o poder estará com aqueles cujas histórias se tornam parte da mentalidade da sociedade, aqueles que se apropriam dos arquétipos mais antigos e tornam-se referências culturais para as pessoas. Para as marcas e o Marketing, nada será mais importante do que content marketing.

Andy Sternowitz costumava dizer que “a publicidade é o custo de ser chato”. Ele nunca esteve mais certo. É hora de se juntar à revolução do content marketing.

Fonte: Proxxima 

 



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