35% dos assinantes móveis no mundo têm smartphones

Letícia Cordeiro

O estudo Mobility Report de junho da Ericsson, divulgado nesta terça-feira, 3, joga luz sobre as tendências de crescimento tanto da base de usuários móveis quanto do consumo de dados no mundo. De acordo com o levantamento, em março havia um total de 6,8 bilhões de assinantes móveis no planeta, com a adição de 120 mil apenas nos primeiros três meses de 2014. Foi um crescimento de 7% na comparação com igual período do ano passo, e representa uma penetração de 93% sobre a população global. Os smartphones, por sua vez, responderam por 65% do total de aparelhos vendidos no trimestre – eram 50% no primeiro trimestre de 2013 e, segundo a Ericsson, a adoção de smartphones não dá nenhum sinal de arrefecimento. Esses aparelhos inteligentes estão nas mãos de atualmente 35% da base mundial de assinantes móveis.

Os assinantes de banda larga móvel, por sua vez, somavam 2,3 bilhões ao final do primeiro trimestre de 2014, um crescimento anual de 35% frente a igual período do ano passado, impulsionado ainda fortemente pelo 3G e pela adoção da tecnologia de quarta geração (4G). De acordo com a Ericsson, os assinantes LTE totalizavam 240 milhões em todo o mundo ao final de março, com 35 milhões de adições líquidas no trimestre. Já as tecnologias de terceira geração WCDMA/HSPA adicionaram 70 milhões de usuários entre janeiro e março deste ano. Ao final de 2013, o mundo tinha mais de 2 bilhões de assinantes de banda larga móvel, o equivalente a cerca de 30% da base total.

A expectativa da Ericsson é de que o número de assinantes móveis chegue a 9,2 bilhões até o final de 2019, dos quais mais de 80% (7,6 bilhões) serão clientes de banda larga móvel. E nesses cinco anos, o total de assinantes LTE deve alcançar 2,6 bilhões de usuários, cerca de 30% da base estimada para 2019, enquanto WCDMA/HSPA somará 4,5 bilhões.

Outra previsão da fornecedora sueca é de que os smartphones ultrapassarão os feature phones na base total mundial em 2016, chegando em 2019 a 5,6 bilhões de dispositivos inteligentes. É claro que haverá diferenças regionais. Apenas em 2019, por exemplo, é que os smartphones devem chegar a 50% de penetração da base na região da África e do Oriente Médio.

O peso do vídeo

Com tamanho crescimento, a expectativa da Ericsson é de que o tráfego total nas redes móveis aumente dez vezes entre 2013 e 2019, com um crescimento médio anual composto de 45% ao ano. Para se ter uma ideia, com cerca de 2,3 mil PetaBytes (PB) mensais, os dados móveis trafegados nas redes das operadoras apenas no primeiro trimestre de 2014 superou o total referente a todo o ano de 2011. Foi um crescimento de 65% na comparação anual entre trimestres.

O vídeo continua tendo papel significativo na composição do tráfego móvel. Em 2013, vídeo respondia por 40% do tráfego total nas redes das operadoras móveis e deve passar dos 50% em 2019. “Vídeo é o maior segmento e o de mais rápido crescimento no tráfego de dados móveis. E a expectativa é de que cresça 13 vezes até 2019″, informa o relatório.

A “culpa”, segundo o levantamento, pode ser diretamente atribuída aos smartphones, principalmente quando se observa a tendência de aparelhos com telas maiores e capazes de reproduzir vídeos em alta definição. Para efeito de comparação, o tráfego mensal gerado pelos smartphones ao final de 2013 estava na casa de 1,1 Exabytes e será de nada menos do que 12 Exabytes em 2019, com o consumo médio mensal por usuário móvel saltando de 650 MB em 2013 para 2,5 GB no período.

Fonte: Mobile Time



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